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Lição de amor dos animais

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Oi gente, quanta saudade que eu estava de vocês!! Nesse mês de março teremos novidades televisivas, mas, enquanto isso, aqui estou eu, deitada, só podendo mover os braços para frente, movimento que, felizmente, me permite digitar. Tudo porque estou recém-operada. Fiz uma cirurgia no dia 10 de fevereiro, para retirar o expansor e colocar a prótese definitiva. Então, a priori, foi uma cirurgia do bem, salvo a alergia aos curativos e a vermelhidão na mama irradiada (após a radioterapia, a pele sofre alterações por até quase dois anos). 

Assim, esperei um ano e meio e tive que tirar o expansor, que vem com uma válvula de metal que encapsula, juntamente com ele, ficando bem duro conforme o tempo passa. Assim sendo, não poderia ficar por muito tempo com aquele corpo estranho em mim). Mas o que isso tudo que a ver com o “meu amor pet”? Tudo, gente!! Porque é no período que ficamos mais em casa, de repouso, que passamos a conviver mais com eles. Por isso, ao invés de falar de mim, hoje vou falar sobre a Duda. 

Ela tem 08 anos de idade e nunca namorou. Eu a ganhei do meu amigo Sandro, como sendo uma Shih Tzu, mas ela é, na verdade, uma Lhasa Apso. Porém, independente da raça – poderia até ser um vira-lata -, o importante é que eu a amo, ou melhor, a Maria Eduarda Macedo, nome que será da minha filha, se Deus me der a oportunidade de ser mãe um dia. Ela chegou realizando logo um sonho meu de vida, que era ter um pet para chamar de meu. Passou a conviver com a Mell, uma salsicha linda que era da minha irmã, a Gabi. 

A primeira noite da Duda foi só choro, mas comecei a colocá-la para dormir comigo e o choro foi passando. Dai levei-a ao veterinário (minha irmã é profissional da área), comprei cama pet, ração e brinquedos, vacinei, coloquei remédio para carrapatos e pulgas... Enfim, todos os cuidados que devemos ter quando nos colocamos na situação de criar um pet. Um dos meus maiores desafios foi ensinar a Duda em fazer xixi e nº 2 nos locais corretos. Consegui e ela nunca esqueceu. 

Enfim, então vivíamos eu e os meus três irmãos em um apartamento no bairro Jardins, em Aracaju, com as duas princesas (nesta época, meus pais moravam em um sítio no Município de Salgado-SE). Ai chegaram mais a Lila e a Pandora, que ganhei da minha amiga Taty, duas Yorkshire Terrier. E, para fechar a trupe, BB, uma burriler, também da minha irmã - demoramos tanto para colocar o nome que ficou BB mesmo. 

Um dia, percebemos que era uma galera muito grande para viver em um apartamento. Resolvemos levá-las para morar com os nossos pais, no sítio. O lugar foi a alegria da vida das nossas meninas. Lá tinham espaço e ainda o amor dos nossos pais. No total, foram mais de cinco anos vivendo assim, até o dia que adoeci (câncer de mama, quem não conhece a minha história, é só clicar aqui). Nessa época, meus pais vieram para Aracaju e as pequenas ficaram por lá, mas adoeceram, elas doentes lá e eu aqui, a Mell também teve um câncer de mama.

Eu não conseguia visitá-las. Perdemos a BB primeiro, depois a Lila, a Pan, a Mell. Só restou a Duda. Pedia tanto para que o Senhor cuidasse dela, sonhava com os seus olhinhos, com as carinhas dela quando pedia comida, com a alegria quando estávamos com elas – era muita festa, dava banho em cada uma, secava, dava frutas. Elas amavam frutas, juro! Porém, quando adoeci, não conseguia fazer as mesmas coisas que fazia com elas. Então, minha irmã levou a Mell para casa dela e a Duda veio aqui para casa. Jesus, foi um sonho realizado! Tão bom poder estar perto de seres que amamos!! Foi uma festa, aliás nossos dias hoje são só festa.

É engraçado como criamos amor por eles, é um amor protetor mesmo, como se nós fossemos responsáveis por eles e eles por nós. A Duda sabe tudo, quando pego a mala para viajar, quando vou sair de casa e não vou demorar. Durante a minha recuperação ela não sai do meu pé para nada, mas nada mesmo. Fica me olhando e é como se dissesse: “sei que está acontecendo algo, fique boa”. A verdade, é que temos uma rotina, meu pai vai passear com ela duas vezes ao dia (então se observarem um senhor com uma dog nas proximidades da Passarela do Caranguejo (na Orla da praia Atalaia), bingo!! É a Duda e o Papai!!

Daniel (meu esposo) costuma falar: “Duda amor, você é uma cachorrinha, não é gente, apesar de se comportar como uma humana”. Até em uma conversa ela fica ouvindo tudo, prestando atenção nos detalhes mesmo. Gente, o olhar dela é incrível! Ela adora as suas coisinhas (tem duas camas), odeia banho, laços, perfume e secador. Mas se tem algo que ela ama mesmo é gente. Você vai falar com ela e já recebe o maior carinho do mundo, Duda vira a sua best friend em segundos, todo mundo do prédio a conhece. Agora, gente, com os outros cachorros não, ela não tem a menor paciência, nem com o priminho Ryco, um Lulu de dois meses, que costuma aprontar com ela. 

Mas gente, esse texto todo é apenas para dizer que deveríamos demonstrar para com os seres humanos, o amor que sentimos por eles, assim como os cachorros fazem. Seria tudo tão mais simples. Qualquer pessoa que ame os animais, qualquer animal, não precisa ser um cachorro não, creio que me entende. Falo da Duda pelo que ela representa, que é o amor. É um amor que ultrapassa barreiras, tão forte que, se bem soubéssemos, aprenderíamos com eles, os “animais”, a retribuir todo o amor que recebemos. 

Voltando para a Duda, brigo com ela para educá-la sim, mas, quando chego em casa, ela demonstra todo o amor que sente por mim e quebranta o meu coração, demonstra a saudade, a importância que tenho para ela. Fico pensando porque não fazemos a mesma coisa - demonstrar afeto, retribuir amor - com os humanos??? 

Demonstrar de forma simples o que sentimos, sem jogo, sem rodeios e retribuir o amor porque como bem disse o escritor Pablo Neruda, “sentir o amor das pessoas que amamos é um fogo que alimenta a nossa vida”. Então, gente, amemos. Amemos uns aos outros, respeitemos uns aos outros, nos coloquemos no lugar dos outros, com isso construiremos um mundo melhor, em todos os aspectos, de todas as maneiras e para qualquer forma de amor. 

Na verdade, o nosso maior tesouro é o amor, aquele sentimento que não podemos comprar, que só podemos sentir, só abrir o coração e nos dispormos a amar. Que aprendamos a amar com as Dudas da vida. 

Tem tantas coisas que giram em torno do amor, família, trabalho, lar, a convivência com os demais humanos, relacionamento com o mundo, enfim acreditem viveríamos bem melhor de forma mais simples, valorizando o que realmente importa.

E falo sobre tudo isso porque adoeci e só percebi tudo que tinha depois que quase já não estava aqui, afinal a vida é trem-bala, parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir, como bem canta, Ana Vilela. Felizmente deu tempo de rever conceitos, de viver melhor e valorizar todas as “Dudas” da minha vida.

Diante de tudo, o mais interessante é que recebemos (na maioria das vezes) o amor que propagamos porque Deus é justo e fiel. No fundo, desejo, que vocês tenham as suas Dudas das mais variadas formas e sejam felizes nos dias de sol e também nos dias de chuva.

Que Deus abençoe todas vocês.
  
 

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