faleconosco@tudoparamulher.net

Pressão pós-parto

Pressão pós-parto

Pressão pós-parto

691 0

O fim da gravidez é sempre mais cansativo. A barriga pesa, as costas doem e ainda tem as malas (com as coisas da mãe e do bebê que serão levadas à maternidade) para finalizar. Porém, o que mais incomoda é a sensação de que o tempo não passa. A ansiedade em ver logo o rostinho do bebê nos deixa tão inquietas que ficamos revendo detalhes do quarto, do enxoval e de tudo o que acreditamos ser necessário para o bem-estar do novo integrante da família. 

É com expectativas e sonhos que partimos finalmente para maternidade. Tudo parece perfeito até que, finalmente, o bebê nasce e, como por um mal encanto, toda a felicidade é sugada. De repente o medo toma conta de você. Nessa hora é comum nos questionarmos o porquê de alguns sentimentos, termos pensamentos ruins e até sermos assaltadas pelo desespero. Esses sentimentos podem ser sintomas de depressão pós-parto. Por isso, identificá-los e buscar tratamento o quanto antes é o melhor caminho.

No primeiro mês de vida do bebê é normal que a mulher apresente alguns sintomas, como desânimo, cansaço extremo, dificuldade de pegar no sono, medo de ficar sozinha e até, pode acreditar, que não será capaz de cuidar do filho. Tudo isso é normal, pois a mãe necessita de um tempo para se adaptar às necessidades do bebê e às mudanças na sua vida.

Porém, quando esse e outros sintomas se mantêm por um mês ou mais, é melhor consultar um psiquiatra para avaliar a situação e, se for o caso, iniciar o tratamento adequado. A depressão pós-parto é uma doença silenciosa, que pode surgir a qualquer momento ao longo do primeiro ano do bebê, sendo mais frequente nas primeiras semanas. 

Logo que Nyna (minha filha) nasceu fiquei extremamente sensível, chorava com facilidade. Não era por causa dela, mas tudo ao meu redor me aborrecia. No primeiro Réveillon após o seu nascimento, ela tinha quatro dias de vida. Passei a virada de ano no quarto porque não me sentia feliz e disposta a sair para comemorar. Felizmente, essa tristeza passou com um mês. 

Em alguns casos, a mulher está se sentindo bem, adaptada à vida de mãe, quando, de repente, a depressão aparece e começa a destruir tanto a mãe como também a família. Por isso, os familiares precisam ficar atentos. Há também casos de mulheres que não apresentaram nenhuma mudança de comportamento com o nascimento no primeiro filho, mas que desenvolvem quadro de depressão com a chegada do segundo herdeiro.

Outro ponto importante é observar a mulher durante a gestação, pois pode ocorrer dela já está deprimida durante a gravidez. Assim, a chegada do bebê pode gerar ainda mais tristeza. A compreensão e apoio da família aqui são fundamentais. 

Sintomas
A depressão pode se apresentar de diversas formas. Algumas delas são:
Tristeza constante
Sentimento de culpa
Baixa autoestima
Desânimo e cansaço extremo
Pouco interesse pelo bebê
Incapacidade para cuidar de si e do bebê
Medo de ficar sozinha
Falta de apetite
Falta de prazer nas atividades diárias
Dificuldade para pegar no sono
Sensação de que o bebê é um estranho e não seu filho
Pensamentos negativos demais em relação a você ou ao bebê
Vontade de fugir, de sumir
Se você identificou um ou mais sintomas, não tenha vergonha ou medo de buscar ajuda. Lembre que há muitas outras mulheres passando exatamente pelo que você passou. 

Foto: comofazer.etc.br
Fonte pesquisa: tuasaude.com / brasil.babycenter.com

Publicações Relacionadas

Vida no pós-parto

Com a chegada do primogênito, surgem as dúvidas, o desespero, a insatisfação com o corpo e a falta de tempo para coisas que antes eram corriqueiras.

Aposte nas gorduras do bem

Os ômegas 3, 6 e 9 são verdadeiras fontes de saúde, mas é preciso equilibrar a dose das três.

Anticoncepcional Essure é suspenso pela Anvisa

Método pode provocar alterações no sangramento menstrual e até gravidez indesejada.

Seja o primeiro a comentar

ENVIAR UM COMENTÁRIO

PORQUE MEU COMENTÁRIO NÃO APARECEU?

Os comentários do portal são moderados, então podem demorar um pouco a serem autorizados. Comentários ofensivos não são publicados.