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Super-herói de Sergipe

Super-herói de Sergipe

Super-herói de Sergipe

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Conhecer o mar é uma verdadeira odisseia. Pensar nele, faz-me lembrar e viajar no tempo, não muito distante, de quando via, pela televisão, as aventuras do Zé Peixe, no Rio e no Porto de Sergipe. Um homem que, praticamente, viveu nas águas, tornando-se o verdadeiro super-herói de Sergipe. Nadava quase que diariamente, desde menino, uma média de dez quilômetros. Fazia outros dez a pé ou de bicicleta, sempre descalço.

Apesar de não ter sido personagem de gibi nem de nenhum desenho animado, foi reverenciado por Comandantes de todos os cantos por sua bravura, força, coragem e, acima de tudo, humildade e extremo conhecimento das coisas do mar.

Quase não bebia água e banhava-se apenas no rio ou no mar. Era um peixe ou um homem-peixe? Alimentava-se de pães e de café preto pela manhã. Durante o dia comia apenas frutas. Com isso, conseguia ficar mais leve e manter o corpo franzino, adequado às águas do mar.

Zé Peixe, ao contrário dos demais marinheiros e práticos, seguia e orientava as grandes embarcações a nado. Não utilizava barcos. Atravessava as profundezas dos mares e enfrentava tubarões de peito aberto. O homem-peixe nadava, elegantemente, com braçadas ritmadas e não movimentava as pernas. Assim, os tubarões não se aproximavam.

Condecorado com inúmeras medalhas e reconhecimentos ilustres, recebeu a maior honraria da Marinha de Sergipe, a Medalha ao Mérito Serigy e também foi eleito o Cidadão Sergipano do Século XX. Certa vez, um Comandante russo, por desconhecer o prático Zé Peixe, com medo que o mesmo cometesse suicídio ao saltar do navio, ordenou que o segurassem antes do salto. Pensava que o Zé estivesse fora de si. Mal sabia que o Zé saltava de embarcações gigantes, que era amigo do mar, era peixe, era homem-peixe.

Franzino, pequenino, mas com forças robustas, salvou muitas vidas. Certa vez, um grande navio chamado Mercury, queimava em chamas no alto mar, com muitos tripulantes a bordo. Zé chegou em um reboque e, mesmo com o navio em chamas, subiu e conduziu a embarcação até um ponto mais seguro, no qual todos puderam saltar e nadar à terra firme.

Este grande homem despediu-se da vida aos 85 anos, no dia 26 de abril de 2012. Ainda assim, o ilustre cidadão sergipano do século XX, cuja história continua como legado único, vive como o grande super-herói de Sergipe. As novas gerações podem conhecer a sua trajetória visitando o Espaço Zé Peixe, situado no Centro da capital. Inaugurado em 2015, o prédio oferece, aos visitantes, o acesso a peças e fotografias que remontam a trajtória do ícone sergipano.

Foto: Maria Odília/Arquivo JC

 

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1 Comentário
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    Ze chamado de peixe ou um peixe chamado de José. Grande Ze .abraços a quem escreveu.

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