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Viagem de autoconhecimento

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Viagem de autoconhecimento

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Olá Portugal, cheguei! Não imaginava que pudesse chegar até aqui, mas, sim, agora é um fato consumado. Um sonho! Dos muitos que sonhei e um dia realizei, esse é um dos que não achei ser possível concretizar, pois vários eram os contras, dentre eles a falta de grana.

Estudar fora, depois de casada, já seria um grande desafio, pois, na maioria das vezes, se não vão os dois, ninguém vai. Mas isso aí é assunto para um outro momento, “Mulheres e seus casamentos”, daria um ótimo post, não acham?

Pois bem, cá estou eu há três meses (cheguei por aqui no dia 04 de abril desse ano), metade da minha vivência de seis meses por aqui. E que vivência! Já são tantas experiências que está sendo difícil compilar tudo e escrever de forma objetiva. Tantas pessoas, fatos, informações, conteúdos, tropeços, choros, surpresas, espanto, alegria, sorrisos e muitas emoções... Conseguir racionalizar tudo isso, às vezes, chega a ser mais difícil do que foi chegar até aqui.

 

  Com a mala, a espera no aeroporto, junho, 2017 

Hoje, faço mais uma viagem em busca de conhecimento, de troca e de crítica em cima das minhas pesquisas. Um acréscimo imenso, não só de conteúdo, mas de melhoria enquanto ser humano. Sei que tem gente achando que eu vim aqui para “passear” - engraçado como as pessoas não entendem o universo do turismólogo. Mas sigamos!

Sempre que saio de “casa”, seja com uma mochila pequena, uma mala ou simplesmente um saco (bolsa) penso nas experiências que vou adquirir e nos obstáculos que sempre aparecem, como o de carregar peso (doem as costas) e o de arrastar a mala pelas calçadas de pedras portuguesas (doem os braços). O corpo sofre, confesso que cansa, fico uns dias toda moída, mas tudo é válido, tudo é experiência e das boas!

Jardim em Tavira, junho/2017

E se fosse em Aracaju? 
Hoje me atrapalhei toda e, apesar de ter acordado bem cedo, troquei os horários do autocarro (ônibus) e do comboio (trem). Tive que vir arrastando a mala, tudo bem que não é muito longe de “casa” para a estação, mas o medo da mala desmontar no meio do caminho foi constante e enorme, rs. 

Aí me pego fazendo a seguinte pergunta: “e se eu estivesse em Aju City? Primeiro, às 7h30, já estaria em meio a um grande fluxo de pessoas e carros nas ruas. Em Faro, tudo muito lentamente acontecendo, um carro ali, um busu acolá e um ou dois pés de gente. Seria inviável arrastar a mala em terras de Ará.

Em segundo, poderia eu ser assaltada? Não sei, mas o medo seria muito maior do que o de perder as rodas da mala nas pedras portuguesas do caminho. Terceiro, tudo é maior e bem mais longe. O fato é que aí na capital sergipana estaria em um táxi ou com o marido me levando em nosso carro, com conforto e segurança - não vou mentir que, às vezes, sinto falta disso.

Aí outros dos pensamentos me vêm à mente: como você se adapta, repensa valores na necessidade, não é mesmo? E o que, de fato, é importante levar na mala? Ah, essas malas! Quando está quente é fácil, mas quando há mudança climática, como é o caso de agora, a coisa complica. Tive que mudar toda a mala na véspera da viagem, com ela já prontinha e fechada. Então, sempre vem a dúvida, preciso do que mesmo? Apenas de um bom casaco, isso sim resolve tudo!

A cada viagem, me sinto ainda mais forte. Sim, porque tantos são os encontros comigo mesma, em tantas situações diversas, que, entre uma e outra bagagem, é possível não só mudar de roupa, por causa do tempo, mas também adaptar-se ao clima, com a certeza de que tudo conspira para uma mudança também espiritual. É parar, respirar, olhar ao redor e vivenciar a dádiva de realizar um sonho.

Parque das Nações, Passeio do Neptuno, Jardim das Águas em Lisboa, maio/2017

Assim, encerro este primeiro diário de viagem com os versículos “O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará” (Salmo 23), que é a minha oração constante em todas as saídas de “casa”. Sigamos, porque o caminho é árduo, mas também é lindo! Em breve, mando novidades. 

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3 Comentários
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    Muito obrigada por ter retratado tão bem essa vivência que tem tido em terras portuguesas e, fazer comparações é algo inevitável. Todas essas expectativas unidas aos seus objetivos que estão sendo alcançados, retrata a mais profunda vontade de experimentar, crescer, viver e aprender! Me sinto nessas terras, pois o seu amor pela região me fez querer conhecê-la e estudá-la!

    E que venham mais crônicas, pois desbravar lugares desconhecidos é maravilhoso!

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    Lillian q texto perfeito. Parabéns.
    Achei q serve e muito para encorajar várias mulheres a buscarem seus sonhos.
    Te admiro muito. Seja sempre feliz!

  • imagem usuário ou primeira letra

    Viajando junto com você nas suas postagens. Sucesso!

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