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Saúde mental é passaporte para vida feliz

Saúde mental é passaporte para vida feliz

Saúde mental é passaporte para vida feliz

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Início de ano é tempo de novas expectativas, novas metas. Hora de reavaliar o que foi feito e o que ainda não foi possível realizar... Enfim, um momento de renovação. Mas será mesmo que o Réveillon exige tudo isso? Sim, fomos ensinados que o ano termina e outro se inicia, trazendo consigo a tarefa de refletir sobre as pessoas, sentimentos ou coisas. É como um novo contrato firmado com a vida.

Esse foi o período escolhido para o nascimento da campanha Janeiro Branco, em 2014, em Uberlândia/MG, com o intuito de mobilizar a sociedade para a relevância dos assuntos referentes à saúde, em especial à saúde mental. Janeiro porque é o início de um ano novo, com novas promessas e expectativas; branco porque acolhe a todas as tonalidades. 

Assim, o Janeiro Branco vem mostrar às pessoas que elas podem se comprometer com a construção de uma vida mais harmoniosa e feliz para si mesmas. A campanha também vem desmistificar o conceito torto que a psicoterapia adquiriu, pelo senso comum, de que é tratamento para louco. A ideia é contrariar as piadas e por fim aos risos desnecessários para os que buscam esse tipo de acompanhamento, assim como encorajar o tratamento de problemas psicológicos e emocionais. O resultado de tudo isso é o autoconhecimento, que permite visualizar a vida sob outra ótica, menos embaçada, mais nítida.

Leonardo Abrahão, psicólogo e idealizador da campanha Janeiro Branco, afirma que, sem saúde mental, não há paz, não há sossego, não há harmonia nas relações e nem energia para cuidar das coisas da vida - da vida da gente e da vida de quem amamos. Investir em saúde mental é investir em tudo aquilo que nos move, nos sustenta e nos capacita para uma vida saudável, plena e cheia de realizações, ou seja, de tudo aquilo que todo ser humano merece e é capaz de conquistar.

Convido você, nesse momento, a participar, virtualmente, de uma vivência: acesse uma de suas redes sociais e leia as últimas postagens. Em seguida, coloque-as em prática. Conseguiu? Caso não tenha conseguido, perceba o que sentiu. Medo? Dificuldade? Ansiedade? Ficou travado? Viver dos posts feitos nas redes sociais, que exibem uma vida bela e perfeita - que, por vezes (quase sempre), fogem da sua realidade -, seja por falta de “coragem”, de iniciativa ou qualquer outra nomenclatura que você queira atribuir a isso, não é fácil.

Por essa e outras, se faz necessário incentivar as pessoas a pensar nas suas próprias vidas, nos seus relacionamentos e nas práticas para serem verdadeiramente felizes. É preciso refletir sobre o que necessitamos mudar para vivermos melhor e nos darmos conta de que todo ciclo inicia e termina. Esse movimento nos acompanhará até o fim da nossa existência. 

E por falar em existência, uma belíssima composição, intitulada Trem Bala, de Ana Vilela, que viralizou na internet, no ano passado, por traduzir uma vida simples e feliz, aparentemente fácil de alcançar e de realizar, dentro de uma perspectiva de um mundo melhor, com pessoas melhores. Em um lugar conhecido nosso, bem lá, dentro da gente, onde possamos SER aquela frase de efeito que postamos na rede social, por exemplo.

Permita-se vivenciar um novo ano. Nada é mais valioso que o seu renascimento e, se não conseguir sozinho, procure ajuda. Deixo aqui o meu presente de 2017 para os leitores. 

 

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1 Comentário
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    Excelente texto! Proporciona uma reflexão entre a realidade e o idealizado num mundo virtual, bem como dos ciclos de nossas vidas... encerramentos e recomeços.

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